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Construindo uma Alagoinhas mais segura!!!"....

Policiais da Amazônia se mobilizam pela PEC 300 .



Dom, 10 de Abril de 2011 12:02 .Líderes de associações militares vão denunciar os deputados e senadores que votarem contra a proposta que garante aumento dos benefícios salariais à categoria


JERSON ARANHA

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MANAUS, AM – Será protocolizada na Presidência da República na próxima semana uma carta de intenções tirada após o encontro realizado em Manaus pelas lideranças da Região Norte na luta pela equiparação salarial através da Proposta de Emenda Constitucional (PEC 300/446). A informação é do presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembléia Legislativa do Amazonas, deputado Alcimar Maciel (PR), o Cabo Maciel, que lamentou a ausência e a falta de justificativa dos senadores e deputados federais da bancada do Amazonas.

O único que justificou sua ausência através de sua assessoria foi o deputado Átila Lins (PMDB), os demais só fizeram confirmar que estariam presentes ao encontro, mas não apareceram.

Cabo Maciel lembrou que dia 1o de abril é consagrado ao “Dia da Mentira”, mesmo assim, os Policiais Militares, Bombeiros e Policiais Civis acreditavam contar com as presenças dos parlamentares do Amazonas, após suas assessorias confirmarem presença no evento.

O assunto foi colocado em pauta e aprovado pelos líderes dos Estados de Rondônia, Amapá, Pará, Bahia, Rio Grande do Norte e Roraima que irão pressionar suas bancadas pela aprovação do segundo turno das Propostas de Emenda à Constituição nº 300 e 446, que equiparam salários dos policiais civis, militares e bombeiros.

Cabo Maciel explicou que, na primeira votação, a PEC foi aprovada com 397 votos. Ela cria um piso salarial nacional de R$ 3,5 mil para policiais militares e bombeiros, mas esbarra na posição do Governo Federal, que alega não ter condições para pagar esses valores. Eles garantiram que irão invadir Brasília e se acampar na frente do Congresso e aquele deputado ou senador que não apoiar a luta irão estampar em “outdoor” a foto e o nome dos “traidores” que não que apoiarem a luta dos policiais.

Vereador apoia movimento da PM na Campanha “Sem PEC – Sem Copa”


Redação 24 Horas News

Nesta quinta-feira, (28.04), o vereador Domingos Sávio (PMDB) solicitou a Tribuna Livre para o coronel Leovaldo Sales e o tenente Jamil Amorim de Queiroz, ambos da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso. Os oficiais pretendem falar sobre a Campanha “Sem PEC – Sem Copa”, movimento dos Policiais Militares Brasileiros.

O movimento tem como objetivo a aprovação da Proposta de Emenda a Constituição (PEC) 300/446, que tratam de mudanças na organização da Segurança Pública no Estado Brasileiro, que terão especial impacto na realização da Copa de 2014.

Um dos pontos da emenda sugere que o piso salarial dos policiais e bombeiros militares do Brasil não pode ser inferior a R$ 3.500. “Essa é uma luta árdua que não pode ser esquecida. Ao abrir esse espaço aos policiais, apoio a categoria na busca da valorização da segurança pública de nosso país”, afirma Domingos Sávio.


Frente Parlamentar da PEC 300 será lançada em 31 de maio

A Frente Parlamentar em Defesa da PEC 300/08 será lançada em 31 de maio. No mesmo dia, será realizada audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado para discutir a proposta, que estabelece piso salarial nacional para policiais e bombeiros dos estados.

A audiência foi sugerida pela deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC); pelo autor da PEC 300, deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP); e pelo deputado Delegado Protógenes (PCdoB-SP). Os parlamentares também propõem que 31 de maio se torne o Dia da Valorização dos Profissionais da Segurança Pública.

Arnaldo Faria de Sá disse que a aprovação da proposta é justa porque os policiais se expõem diariamente a risco de morte para defender a população de bandidos, colocando em risco inclusive a vida de seus familiares.

Por sua vez, o Delegado Protógenes afirmou que a criação da frente parlamentar é importante para priorizar a segurança pública, ao lado da saúde e da educação. "Essa discussão prioritária se passa na uniformização de um piso mínimo nacional de salário para os policiais militares, trazendo a realidade também de mais verbas orçamentárias para o segmento da segurança pública."

Votação em plenário

A PEC 300/08 tramita em conjunto com a PEC 446/09, cujo texto principal foi aprovado em primeiro turno em março de 2010. Esse texto estabelece que o piso nacional será definido em lei federal posterior. Além disso, prevê um piso provisório (entre R$ 3,5 mil e R$ 7 mil) até que a lei entre em vigor. O Plenário ainda precisa votar quatro destaques que modificam a proposta aprovada.

Ainda no ano passado, o governo anunciou que era contra o piso provisório e que iria propor um novo texto para a PEC.

Debate amplo

Durante a audiência de 31 de maio, também haverá debate sobre outras três PECs: 534/02, que amplia as competências das guardas municipais; 308/04, que cria as polícias penitenciárias federal e estaduais; e 549/06, que determina que o salário inicial de delegado de polícia não seja inferior ao de integrante do Ministério Público com atribuição de participar das diligências na fase de investigação criminal.

Entre os convidados para a audiência estão o ex-deputado federal Capitão Assumção, líder do movimento pela aprovação PEC 300/08; o ex-deputado federal Major Fábio, que foi relator na comissão especial que analisou a PEC; e o ex-deputado federal Paes de Lira, que foi 1º vice-presidente dessa comissão.


Fonte: Agência Câmara

Comissão aprova requerimento de Perpétua e reabre debate da PEC 300


Extraído de: A Gazeta do Acre
 
PMs e bombeiros de todos os estados irão reeditar o manifesto pela aprovação da PEC 300, aprovada em primeira votação mas levada em banho-maria nesta legislatura. "Que seja um ato pacífico, unicamente para convencer a câmara a votar a proposta em segundo turno, e que faça valer os direitos dos trabalhadores por uma remuneração mais digna", orientou a deputada Perpétua Almeida (PCdoB), autora de um requerimento que a Comissão de Segurança Pública sequer pestanejou para aprovar, na última terça-feira. A discussão puxada pela parlamentar acreana evoluiu tanto que todos os deputados subscreveram o documento, concordando em institui o 31 de maio o dia nacional de luta pela valorização dos profissionais em segurança pública no Brasil.

A novidade será informada pessoalmente pela deputada aos trabalhadores, durante um café da manhã em Rio Branco, nesta quinta-feira, com a presença de representantes das entidades envolvidas. Perpétua, que representa, no Acre, a Comissão de Segurança Pública da Câmara Federal, lembra a importância de os militares organizarem a sua caravana e, a exemplo dos demais estados, reforçarem o movimento na capital federal. "Está reaberto oficialmente o debate pela equiparação dos salários dos policiais e bombeiro militares de todos os estados aos praticados pelo governo do Distrito Federal", informou a deputada.

Ao final de maio, quando as caravanas dos estados já estiveram em Brasília, uma audiência pública será realizada, tendo como argumento de reforço a recente decisão do Supremo Tribunal Federal pela constitucionalidade do piso nacional dos professores. "A decisão do STF me faz acreditar que os militares ganharam mais força jurídica. Aquela idéia de que a PEC 300 não tem amparo constitucional por onerar os cofres públicos pode estar caindo por terra", afirmou Perpétua, que também é autora do requerimento pela audiência pública. A data marcará ainda o lançamento oficial da Frente Parlamentar em defesa desses profissionais. Os deputados Arnaldo Farias de Sá e Protógenes Queiroz são alguns dos convidados para discutir o tema. As PEC’s 308 e 546, que também buscam valorizar os profissionais em segurança pública, serão incluídas.

A suposta inconstitucionalidade da PEC 300 foi aventada por alguns estados, ainda que o Palácio do Planalto tenha concordado em criar um fundo para auxiliar durante um período nas despesas até que os novos salários fossem adequados, uma vez que a Lei de Responsabilidade Fiscal impediria que os governantes ultrapassem os gastos previstos nos orçamentos oficiais. (Assessoria)

André Cairo volta a protestar a favor dos policiais

por Rodrigo Ferraz




O presidente do Movimento Contra a Morte Prematura (MCMP), André Cairo, protestou durante sessão especial na Câmara de Vereadores que homenageou policiais civis e militares de Vitória da Conquista na manhã de hoje (quarta-feira).

Incorporando o personagem “Zé Trombone Bombardine”, o ambientalista cobrou ações da prefeitura municipal e voltou a protestar a favor da PEC 300, projeto de Lei que ainda não foi aprovado na Câmara Federal e que visa equiparar o salário dos policiais de todo o Brasil. “Temos que valorizar esses profissionais que zelam pela segurança da nossa cidade”, disse Cairo.

Fonte: http://www.blogdaresenhageral.com.br/v1/2011/04/20/andre-cairo-volta-a-protestar-a-favor-dos-policiais/

Deputados votam a nomeação de investigadores concursados em 1993

Lívia Francez


Os investigadores de Polícia Civil, oriundos de concurso público realizado em 1993, que aguardam a nomeação, finalmente conseguira vitória nesta luta que travam há anos. O governador Renato Casagrande enviou a mensagem nº 58/2011 à Assembleia Legislativa, que deu origem ao Projeto de Lei nº 107/2011 dispondo sobre a criação de cargos na estrutura da Polícia Civil do Estado, justamente para a acomodação desses profissionais que, apesar de terem passado pela Academia de Polícia (Acadepol), jamais foram nomeados.

Os deputados optaram por suprimir o grande expediente, para que os requerimentos de urgência pudessem ser votados e, em seguida, partissem para uma sessão extraordinária visando à votação do projeto, devido à importância da criação dos cargos para a manutenção da segurança pública do Estado.

Durante a sessão ordinária, o requerimento de urgência nº 22/2011, do deputado Marcelo Coelho (PDT), líder do governo na Casa, foi aprovado. Ao todo, 420 investigadores podem ser efetivados para atuar tanto na Grande Vitória quanto no interior do Estado, em localidades que apresentem avanço nos números da violência.

O projeto foi votado em sessao extraordinária. Durante a sessão ordinária desta terça-feira (19), os deputados aprovaram a tramitação do projeto em regime de urgência. Ao término da sessão, uma extraordinária foi convocada, e realizada imediatamente após a ordinária. [...]

Vários deputados foram à tribuna para elogiar a atitude do governador Renato Casagrande e para parabenizar os inverstigadores pela vitória, após 16 anos de luta pela nomeação para os aprovados no concurso.

A nomeação também pode representar uma economia para o governo do Estado, já que não se gastaria mais com treinamento, pois os candidatos já passaram por ele. Além disso, somente a nomeação dos candidatos que têm direito a assumir o cargo acarretaria a perda do objeto de cerca de 80 processos judiciais contra o Estado. Nomear os investigadores, como já determinou o Supremo Tribunal Federal (STF), também pode até mesmo gerar economia na contratação de novo concurso público para o cargo.

Até que fosse enviada a mensagem governamental para a criação dos cargos, os candidatos aprovados passaram por uma série de reuniões com representantes do governo do Estado. Para eles, é primordial que a nomeação saia e eles possam atuar nas delegacias que hoje estão fechadas. Seria uma possibilidade também de desvendar crimes sem solução, já que o número reduzido de profissionais impossibilita tal desfecho, uma vez que crimes diferentes podem ter o mesmo autor, e com o escasso número de investigadores, as investigações acabam prejudicadas.

Fonte: Século Diário

Polícia Militar de Rondônia deflagra greve por tempo indeterminado

  Policiais e familiares tomam quartéis em Porto Velho e Ariquemes

Após reunião com o governador de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB), no fim da tarde desta segunda – feira (18/04), a Associação dos Familiares de Praças da Polícia Militar do Estado de Rondônia – ASSFAPOM deflagrou greve em todo o estado. Os revoltosos exigem 40% de aumento para voltarem a trabalho. Por volta de 21hs, o 1º e 5º Batalhão da PM já estavam trancados e cercados por policiais manifestantes. Em seguida, os quartéis da Guarda de Trânsito e o do município de Ariquemes também foram tomados.

Confúcio Moura informou que alguns itens reivindicados pela PM são inconstitucionais e outros demandam estudos. De acordo com o presidente da Associação, Jesuíno Boabaidi, “o Governo não deu outra alternativa, que não fosse a paralisação imediata dos serviços de segurança à população”. Isso porque, segundo ele, o governador desprezou pontos emergentes como: PCCS, gratificação, auxílios fardamento e saúde, além das promoções de praças.

Durante a reunião, a Comissão formada pela Diretoria da ASSFAPOM, ficou decepcionada ao ouvir Confúcio dizer que não tinha conhecimento de que a PM de Rondônia desempenha serviço voluntário para conter o índice de crimes. “Nós aproveitamos para lembrar que trabalhamos em situação de risco sem receber insalubridade ou qualquer outra compensação”, disse Jesuíno.
 

Mulheres fecham portões dos Batalhões em Porto Velho - Rondônia

No final da tarde desta segunda-feira (18/04/2011), mulheres e familiares de policiais militares fecharam os portões do 1º e do 5º batalhões de Porto Velho (RO).

Com caminhão de som e cadeiras em frente ao portão do 1º Batalhão as mulheres estão impedindo a saída das viaturas.

O motivo da mobilização aconteceu devido o Governador Confúcio Moura (PMDB) não atender uma comissão de associados, que marcaram reunião para a tarde desta segunda-feira (18) no Palácio Presidente Getúlio Vargas.

O Governador Confúcio Moura marcou uma reunião de urgência com os líderes do movimento para tentar liberar os quartéis até o início da noite.

Durante o dia eles tentaram sem sucesso manter encontros com o governador Confúcio Moura (PMDB), que enviou apenas assessores para ouvir as reivindicações militares.

Os policiais não gostaram também quando militares da Companhia de Operações Especiais (COE) foi chamada para o Palácio Presidente Vargas. Ao todo são 18 reivindicações apresentadas ao Governo, a maioria extinguindo descontos e pagamento de gratificações, o que resultaria em aumento salarial.

O Governo informou às 18h05min que desconhecia a paralisação, mas o Comando determinou às 18 horas que todos os militares permaneçam dentro dos quartéis, dobrando o serviço. Nos batalhões, nenhum policial pode entrar. Há informações que quartéis em Vilhena, no sul do estado, também estariam parados.

Polícia Militar de Rondônia (PMRO) em greve

Desde ontem à noite que a Polícia Militar de Rondônia está vivendo momentos de tensão entre os policiais e o Governo do Estado. Em virtude de reivindicações não atendidas, entidades de classe, notadamente a Associação dos Familiares dos Praças da Polícia Militar (Assfapom), está liderando um movimento que tem atingido a normalidade do policiamento no estado.

Parte da tropa aderiu às reivindicações, e familiares de policiais militares (principalmente mulheres) se posicionaram na frente de unidades policiais militares, impedindo a saída de viaturas, e chegaram até a esvaziar pneus de algumas:


Ao todo, os policiais militares apresentaram dezoito reivindicações para o governo, que respondeu do seguinte modo a cada uma delas:

1 – Apresentar o Projeto de Plano de Carreira única da Polícia Militar, onde o soldado terá oportunidade de acender ao posto de Coronel

Resposta – NÃO, segundo o governador isso depende de estudos jurídicos.

2 – Extinção da lei que determina os militares proverem seus próprios alimentos durante prisões administrativas
Resposta – NÃO – Segundo o governador depende de estudos jurídicos.

3 – Retirada do estatuto da PM onde diz, “o Policial Militar preso perde de imediato 35% de seu soldo
Resposta – SIM – O governador disse que vai providenciar o decreto.

4 – Retirada da lei 1063-2002, onde o Estado poderá descontar 70% do soldo

Resposta – SIM, mas depende também da Polícia Militar. De imediato o governador propõe redução para 30%

5 – Criação da lei que reza sobre as escalas de serviços
Resposta – SIM, o governador concorda, mas precisa da aprovação da Polícia Militar já que é uma questão “interna corporis”

6 – Buscar informações quando serão majorados os valores das escalas voluntárias para R$ 10, conforme informado pelo secretário de segurança pública
Resposta – SIM, vai pedir para a SEFIN um estudo, mas depende do orçamento. O governador explicou que está trabalhando com orçamento do governo anterior, mas sua intenção é de aumentar para R$ 6, dependendo da resposta da SEFIN.

7 - Criação de lei para Pagamento de gratificação ao policial que tem nível superior
Resposta – SIM, ele concorda e já vem trabalhando no sentido de estimular essa questão

8 - Pagamentos de gratificações para quem trabalha em órgão não militares, tais como: Ministério Público, Tribunal de Justiça, Secretaria de finanças e outros;
Resposta – SIM, mas segundo o governador essa é uma questão que deve ser discutida com cada órgão, já que eles tem seus orçamentos próprios

9 – Enquadramento dos militares do ano de 2006/2007, para função de soldado 1ª Classe, haja vista preencherem os requisitos do Artigo 4 da nova lei aprovado no dia 5 de janeiro de 2011
Resposta – SIM, o governador adiantou que alguns já passaram, mas ele explicou que depende de recursos orçamentários para poder atender a todos. Mas se comprometeu a atender 100% dessa reivindicação a partir de janeiro de 2012

10 - Extinção da autorização dos R-2 entrarem nos quadros da PMRO
Resposta – SIM, vai providenciar o decreto imediatamente

11 - Solicitação do andamento, quando será implantada a gratificação de motorista; -
Resposta – SIM, mas também depende do orçamento. Mas adiantou que a questão já foi aprovada pela Assembleia e está em estudos na SEFIN.

12 - Solicitação do código de ética da PMRO, para que seja retirada a prisão e detenção das sanções administrativas, assim como já ocorre em outros Estados, buscando alternativas para aplicar a lei no âmbito militar
Resposta – SIM, vai providenciar estudos com a Procuradoria Geral do Estado e com a própria Polícia Militar

13 - Criação de lei para dar o direito dos PM’s, que trabalham no serviço operacional, a cautela dos equipamentos individuais, Tais como: Colete balístico, armamento e Munição
Resposta – SIM, mas isso depende da quantidade de equipamentos. Se for possível atender a todos, não haverá problemas, segundo o governador. Necessário um estudo de viabilidade.

14 - Revisão dos valores do auxilio alimentação, fardamento e auxilio saúde e extensão do auxilio transporte e adicional noturno aos demais militares, pois no CIOP, Policiais já recebem o beneficio;
Resposta – NÃO – questão depende do orçamento e os benefícios aos que atendiam no CIOP foram suspensos pela justiça, segundo o governador. Ele explicou ainda que esses benefícios, se concedidos, têm que ser a todos os servidores públicos.

15 - Acrescentar no estatuto da PM e BM a aposentadoria compulsória, quando o militar for condenado, pois este contribui por vários anos
Resposta – NÃO, de acordo com o governador essa é uma medida inconstitucional e só há previsão para cargos da magistratura.

16 - Solicitar autorização do Governador para que o médico perito faça pericia nos locais onde poderá haver indícios de insalubridade e periculosidade;
Resposta – NÃO, de acordo com o governador em inconstitucional. Mesmo assim, ele pedirá para que sejam feitos estudos sobre esse caso.

17 – Regulamentar a situação dos militares quando estão de ofícios de Justiça, para ser dispensado do serviço em horário de condições de descanso, ou ajustar uma escala para este;
Resposta – SIM, vai providenciar o decreto

18 - Criação de lei para dar gratificação para quem exerce a função de comandante.
Resposta – NÃO, de acordo com o governador isso não existe em nenhum lugar do País.

O governador de Rondônia, Confúcio Moura, divulgou uma nota de esclarecimento, onde afirma estar aberto ao diálogo, e, como geralmente ocorre, alegou carências financeiras do estado para não atender à reivindicação salarial da categoria.

Talvez seja mera impressão, mas aparentemente a mobilização rondoniense está sendo bem divulgada pela imprensa local, e o governo está menos inflexível do que o costume em casos do tipo. Enquanto as reivindicações forem encabeçadas por familiares dos policiais, dificilmente estes poderão ser responsabilizados como “grevistas”, já que os PM’s são proibidos de realizar greves no Brasil. Torçamos pelo atendimento à pauta, sem prejuízo jurídico aos policiais.

André se destaca entre os defensores da PEC 300

O deputado federal André Moura (PSC) está entre os 19 parlamentares brasileiros que protocolaram requerimentos pedindo a inclusão do piso salarial nacional dos profissionais da segurança pública na pauta das propostas a serem votadas em sessões de votação no plenário da Câmara. O deputado sergipano é o vice-presidente da Frente Parlamentar da PEC 300.

Em dois meses de sessão legislativa a Câmara registrou apenas esse quantitativo de requerimentos de parlamentares preocupados com a conclusão desta matéria, que está encalacrada no Congresso por determinação do governo. Esse número corresponde a 52,7% de todos os requerimentos apresentados durante o ano de 2010 que naquele período totalizou 38 documentos apresentados.

Todos os parlamentares estão recebendo, principalmente por e-mail, os apelos dos trabalhadores da segurança pública de todo o Brasil para que os nobres congressistas formulem esse requerimento. “Esse foi um compromisso nosso assumido ainda durante a campanha eleitoral. Vamos seguir firmes nesta luta dos nossos amigos profissionais da segurança pública que não tem cor partidária. É uma luta de todos”.

Além de André Moura, também já requereram, junto ao plenário da Câmara, pedindo a imediata inclusão da PEC 300 na ordem do dia os seguintes parlamentares: Manato, Átila Lins, Arnaldo Faria de Sá, Andreia Zito, Romero Rodrigues, Nilda Gondim, Dr. Ubiali, Otoniel Lima, Roberto de Lucena, Aguinaldo Ribeiro, Fernando Francischini, Oziel Oliveira, João Ananias, William Dib, Lindomar Garçon, Edivaldo Holanda Junior, Sandro Alex (2 requerimentos) e Hugo Motta.

Da Assessoria de Imprensa

Relato dramático de um PM sobre o descaso dos governos

“Já pensei em suicídio várias vezes”, confessa o cabo da PM do Ceará, falando de dívidas e humilhações



Suicídio, de Édouard Manet, 1877

Amigos, desde que comecei a acompanhar a tramitação da proposta de emenda constitucional que cria um piso salarial nacional para policiais militares e bombeiros [PEC 300], há várias semanas, venho recebendo muitas centenas de depoimentos de membros das corporações de todo o país. Já juntei alguns em post sobre os dramas e dificuldades da vida desses profissionais. Hoje, publico um especialmente dramático, de Fernando Cesar Viana, da Polícia Militar do Ceará, que fala por si.

Já estou cansado de ouvir tantas lamentações por parte de policiais militares, e ninguém faz nada, digo, os nossos governantes. Que vida mais desgraçada é essa de policial, pois a gente, depois que entra nela, não se ocupa de outra coisa, digo, principalmente, de estudar.

Pois, meu amigo, eu já pensei em suicídio várias vezes, mais aí penso no meu filho, que é lindo e que tem apenas 4 anos de idade, e em Deus, que vem à minha mente todas os dias e todas as noites, quando rezo junto com meu filho e minha esposa, agradecendo por mais um dia que ele nos deu.

Tenho 18 anos de polícia no Estado do Ceará, sou cabo, mais o nosso salário está tão defasado que nós recorremos aos bancos para fazer empréstimos em cima de empréstimos, e nos afundamos cada vez mais em dívidas. E a opção é muitas das vezes o velho BICO, sendo humilhado por certos civis, que usam do dinheiro para humilhar aquele policial que está lhe dando segurança, haja visto não poder humilhá-lo na rua. Então ele se aproveita para realizar tal desejo, com coisas como “compra ali uma carteira de cigarros”, “compra ali um sorvete para minha filha”, “ajuda aqui fulano a descarregar essa mercadoria desse caminhão”.

E o pobre policial, contratado como segurança, fazendo tudo isso em troca de um bico miserável.

Vou encerrar. Estou com nojo desses políticos safados e asquerosos, que só olham para o lado deles.


Coluna do Ricardo Setti

Governo pratica outra maldade para emperrar a PEC 300

(* Capitão Assumção)

Nessa última quarta-feira (13), o Presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, fez publicar ato em que cria Comissão Especial destinada a analisar as propostas de Emenda à Constituição que versem sobre Segurança Pública.

Essa artimanha regimental foi feita com o claro objetivo de tirar de circulação a nossa tão sonhada PEC 300. existe um incontável número de Propostas que versam sobre segurança pública e a maior parte delas está com a tramitação bastante atrasada ou apenas começou a "andar" dentro da Câmara.

Já havíamos relatado em matéria anterior que o grande objetivo do governo através de seus representantes dentro da Câmara, como o deputado Vaccarezza e companhia limitada era criar, cada vez mais, novos obstáculos para travar a PEC 300 dentro da Câmara.

Estamos assistindo aos golpes que o governo está dando para invibializar o piso salarial nacional dos bombeiros e policiais. Ao fazerem esse ato maledicente para sufocar a PEC 300, esse governo intromissor mostra o seu total descomprometimento com os trabalhadores da segurança pública do Brasil.


(* acredita na PEC 300)

Deputado requer criação de Frente em Defesa da PEC 300

Capitão Assumção
O deputado Otoniel Lima (PRB-SP) apresentou no Plenário da Câmara, na data de 12/04/2011 (terça), o requerimento nº 1230 solicitando a criação da FRENTE PARLAMENTAR DE APOIO A PEC 300/08. Essa Frente Parlamentar que precisa de um número regimental de 198 assinaturas de parlamentares para a sua criação já ultrapassou esse limite mínimo.

Agora, é ficar atento com o endosso necessário do Presidente da Câmara, deputado Marco Maia, formalizando-a, para que o Presidente da Frente da PEC 300 faça o seu lançamento na Capital Federal, e convide todas as associações e sindicatos de bombeiros e policiais, além de outras entidades que estão comprometidas com a matéria, a fazer parte desse movimento que será, com certeza, muito concorrido.

A Frente Parlamentar de Apoio à PEC 300 será mais uma mola propulsora para a aprovação do piso salarial nacional dos bombeiros e policiais.

Dois policiais morrem em capotamento na Linha Verde

G1 BA

Dois policiais morreram na manhã desta quarta-feira (13), na BA-099, Linha Verde, Litoral Norte da Bahia. O capitão da PM, Guilherme Eleutério da Silva, de 34 anos, e o 1° tenente da PM, Everton da Silva Rabelo, de 29 anos, não resistiram aos ferimentos. O Departamento de Imprensa da PM informou que eles foram socorridos, mas chegaram sem vida ao hospital no município do Conde, a 180 km de Salvador.

Ainda de acordo com a polícia, eles estavam em carro particular, um Siena vermelho, quando um dos pneus estourou e o veículo acabou capotando. No carro também estavam dois oficiais, Valter Barbosa de Souza Júnior e Luciano Belazzi de Oliveira, que estão em observação no hospital, com quadro estável e sem risco de morte.



PEC 300: Dia D de mobilização nacional.

Dia D de mobilização nacional. Agora ou nunca!


Companheiros, agora com o Congresso retomando os trabalhos, precisamos dar continuidade as nossas mobilizações em prol da aprovação da PEC 300.


Precisamos estabelecer uma data para mobilização nacional, fazer contato com as associações que realmente estão do nosso lado, estabelecer o número de ônibus para as caravanas com antecedência, bem como as atividades que iremos desenvolver em Brasília. Precisamos planejar para que alcancemos nossos objetivos.

Façam contato com suas associações para custearem o aluguel de pelo menos 1 ônibus por estado. Pode haver a composição de 2, 3 ou mais associações para ratear o valor da locação.

Enviem para o email: fernando.almansa@yahoo.com.br a relação das associações com o nome do responsável, telefone e email.

Iremos colocar no site quais associações estão do lado do associado. Pois a meta principal de todo o policial e bombeiro deste país é a APROVAÇÃO DA PEC 300.

As que não estão nos apoiando também colocaremos aqui para que os seus associados se desfiliem em massa.

Quero deixar uma mensagem para aqueles que não acreditam ou que estão desaminamos:

Vamos ter fé! Precisamos estar unidos agora mais do que nunca! A PEC só virá com o nosso esforço, faça sua parte, mobilize, faça contatos, vá a sua associação e cobre sua posição em relação a PEC 300. Lembramos que nossa PEC já foi aprovada em primeiro turno, eles não podem nos enrolar mais. Precisamos agir e é agora!

Dias 10 e 11 de maio é uma boa data, pois teremos tempo o suficiente para organizarmos as caravanas. Precisamos ter com antecedência as relação de todas as caravanas nos estados com o número de ônibus que sairão dos estados.

Precisamos agora ser mais aguerridos! Chega de caminhar pela avenida, agora precisamos PARAR Brasília literalmente. Tomar a avenida principal e só sair de lá após ter o compromisso de votação em segundo turno da PEC 300.

PEC 300 eu acredito e por ela eu vou lutar!

Esse é o nosso novo lema.

Sd Almança

Lista das associações que já confirmaram participação e ajuda no movimento aqui

Fonte: site oficial da PEC 300

30 horas semanais proposto por Capitão Assumção vai a debate

Segurança vai debater carga horária de policiais e bombeiros

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado vai promover audiência pública para debater a carga horária semanal para os operadores de segurança pública (policiais e bombeiros), objeto do Projeto de Lei 5799/09, do ex-deputado Capitão Assumção. A audiência foi proposta pelo deputado Delegado Waldir (PSDB-GO) e ainda não tem data definida.

Serão convidados para debater o tema com os integrantes da comissão representantes de sindicatos, associações, secretarias de Segurança Pública, os diretores das Polícias Federal e Rodoviária e secretarias municipais que tenham guardas municipais.

Na avaliação do deputado Delegado Waldir, o projeto em discussão é complexo e “poderá ocasionar graves consequências na administração da segurança pública do País”. Para ele, a proposta “impede aos policiais avanços importantes em direitos e condições de trabalho”.

30 horas semanais

O projeto em debate estabelece que a duração normal da jornada de trabalho dos operadores de segurança pública - policiais militares dos estados, corpo de bombeiros, guardas municipais, policiais civis, guarda portuária, polícia rodoviária federal, polícia federal, polícia ferroviária federal, dentre outros - não excederá a seis horas diárias ou trinta horas semanais.

Também tramita em conjunto o Projeto de Lei 6399/09, do deputado Mauro Nazif (PSB-RO), que assegura aos policiais militares e bombeiros militares a carga horária semanal máxima de 48 horas.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

O partido dos militares


Oficiais, soldados e mulheres de integrantes das Forças Armadas e das polícias militares criam uma nova legenda para tentar voltar ao poder agora pelo voto Claudio Dantas Sequeira.

PERSISTÊNCIA

Mulher de militar, Ivone Luzardo já foi candidata a deputada e agora preside o comitê do PMB no DF

Na terça-feira 5, a presidente Dilma Rousseff foi homenageada com a maior das condecorações militares, a Grã Cruz. Diante dos comandantes das Forças Armadas, ela fez uma referência aos anos de chumbo da ditadura, ao ressaltar que o Brasil soube corrigir seus caminhos e alcançou a maturidade institucional. O País vive dias de democracia plena e houve, sem dúvida, importantes mudanças nas casernas. Tanto assim que militares planejam agora voltar à política, mas sem truculência. Até o fim do mês será criado o Partido Militar Brasileiro, legenda que antes mesmo do registro oficial já conta com 17 mil pré-filiados, entre oficiais da reserva do Exército, da Marinha e da Aeronáutica e integrantes da Polícia Militar e dos Bombeiros.

Há diretórios sendo criados em 27 Estados, site na internet e até hino, gravado no YouTube, em que um coro entoa palavras de ordem como soberania, democracia, igualdade e segurança pública. O novo partido terá como bandeira o combate à violência e à corrupção. Não aceitará filiação de fichas-sujas e nem fará coligações majoritárias se não for cabeça de chapa. “Os políticos não têm coragem para combater o crime organizado e estão mais interessados em se servir do poder”, diz o presidente do PMB, Augusto Rosa, que é capitão da PM em Ourinhos (SP). Ele afirma que o partido é de centro-direita, apesar de defender a política econômica e os programas sociais do governo.


Presidente do PMB Capitão Augusto

Rosa faz um mea-culpa: “O golpe de 1964 foi um erro”. Mas sua posição não é majoritária. Também devem aderir à legenda vários generais da reserva, inclusive dirigentes dos clubes militares, tradicionais redutos do conservadorismo. Além disto, o PMB pretende lançar co­mo candidato a presidente da República em 2014 o general Augusto Heleno, que na semana passada foi proibido pelo comando do Exército de fazer uma palestra intitulada “A contrarrevolução que salvou o Brasil”. Rosa e seus companheiros de farda defendem posições tão polêmicas como as do deputado federal Jair Bolsonaro (DEM-RJ). “Somos contra o casamento gay, a legalização do aborto e da maconha, e a favor da redução da maioridade penal”, afirma.

Apesar das restrições legais à atuação política de militares, Rosa, graças a providenciais licenças, concorreu a deputado federal nas eleições de 2002 pelo PDT, nas de 2006 pelo PV e, finalmente, em 2010 pelo PSB. A presidente do diretório do PMB no Distrito Federal, Ivone Luzardo, mulher de militar, também foi candidata a deputada distrital no ano passado pelo DEM. Apesar da frustração nas urnas, tanto Rosa como Ivone acham que o PMB não terá dificuldade em reunir as 500 mil assinaturas para o registro oficial.



Fonte: ISTOÉ

CARGA HORÁRIA DE POLICIAIS E BOMBEIROS SERÁ DEBATIDA NA CÂMARA DOS DEPUTADOS


A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado vai promover audiência pública para debater a carga horária semanal para os operadores de segurança pública (policiais e bombeiros), objeto do Projeto de Lei 5799/09, do ex-deputado Capitão Assumção. A audiência foi proposta pelo deputado Delegado Waldir (PSDB-GO) e ainda não tem data definida.

Serão convidados para debater o tema com os integrantes da comissão representantes de sindicatos, associações, secretarias de Segurança Pública, os diretores das Polícias Federal e Rodoviária e secretarias municipais que tenham guardas municipais.

Na avaliação do deputado Delegado Waldir, o projeto em discussão é complexo e “poderá ocasionar graves consequências na administração da segurança pública do País”. Para ele, a proposta “impede aos policiais avanços importantes em direitos e condições de trabalho”.

30 horas semanais

O projeto em debate estabelece que a duração normal da jornada de trabalho dos operadores de segurança pública - policiais militares dos estados, corpo de bombeiros, guardas municipais, policiais civis, guarda portuária, polícia rodoviária federal, polícia federal, polícia ferroviária federal, dentre outros - não excederá a seis horas diárias ou trinta horas semanais.

Também tramita em conjunto o Projeto de Lei 6399/09, do deputado Mauro Nazif (PSB-RO), que assegura aos policiais militares e bombeiros militares a carga horária semanal máxima de 48 horas.

FONTE: Agência Câmara

Políticos aplaudem o sargento herói do Rio, mas empurram com a barriga a questão salarial de PMs e bombeiros

 Márcio Alexandre Alves

Amigos, está todo mundo chamando de herói, com razão, o bravo 3º sargento da Polícia Militar do Rio de Janeiro Márcio Alexandre Alves, que enfrentou o atirador tresloucado responsável pelo massacre de crianças na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro, e impediu que ele continuasse a matança.

Isso é muito bonito, não há dúvida. Também acho que o sargento foi um herói.

Chamam o sargento de herói editoriais da grande imprensa, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), ministros do governo, comentaristas de rádio e TV, senadores e deputados. Muito bem. Já quanto aos baixos, por vezes absurdamente baixos salários do sargento e seus colegas PMs do Brasil todo…

Bem, quanto a esse problema, passou-se mais uma semana, passou-se mais uma quarta-feira, e passando mais uma quarta-feira foi-se mais uma reunião do Colégio de Líderes da Câmara dos Deputados – onde se resolve o que vai para a Ordem do Dia de votação na Casa – e ninguém decidiu quando e se será votada, já em segundo turno, a chamada PEC-300, a proposta de emenda constitucional que já até mudou de nome e que propõe um piso salarial para policiais militares e bombeiros de todo o país.

No primeiro turno, em julho de 2010, foi aprovada por 349 votos

Como já comentamos em post anterior, a PEC-300/446/2008, ou PEC 002/2010 já não mais fixa como piso para PMs e bombeiros o soldo-base dos colegas do Distrito Federal. Deixa para uma lei futura regulamentar a questão, mas o líder do governo e mais 8 líderes partidários na Câmara fizeram um acordo, não escrito, de que nessa futura lei será tomado como base o valor de 3.500 reais.

Ela foi aprovada em primeiro turno no dia 6 de julho do ano passado, pela unanimidade dos 349 deputados presentes ao plenário. (A Constituição requer que as emendas constitucionais sejam aprovadas por três quintos dos integrantes das duas casas do Congresso, Câmara e Senado, separadamente, em dois turnos de votação).

Agora, não há meio de ser votada em segundo turno, apesar da chuva de requerimentos nesse sentido existente sobre a mesa do presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT-RS).

Deputados aprovaram a PEC e têm obrigação de dizer o que querem fazer com ela

A PEC pode ser boa, pode ser ruim, pode resolver ou não o problema salarial dos policiais militares e bombeiros – e há muitos outros que precisam ser enfrentados para aprimorar a segurança pública no país.

Não é isso que estou discutindo aqui.

Não estou tampouco negando que a PEC criaria um grande ônus financeiro em momento complicado para o governo federal, com a herança do lulalato, nem que os Estados venham a enfrentar dificuldades para cumprir o que a PEC determina.

O que acho é que os políticos, entre eles os muitos deputados, que agora aplaudem o sargento herói precisam deixar de se fingir de mortos e dizer o que querem fazer com a PEC. Afinal, eles já a aprovaram uma vez, sabendo de todas as suas consequências.

Maioria de profissionais decentes, e outros heróis

Repito, seja boa, seja má, resolva problemas ou crie obstáculos, eles já aprovaram a PEC, por avassaladora votação de primeiro turno, com apoio de deputados de todos os partidos.

Têm portanto a obrigação de dar uma resposta aos PMs e bombeiros de todo o país, entre os quais, embora certamente haja problemas – como a violência e a corrupção – há também uma grande maioria de profissionais decentes, e, sem dúvida, não poucos outros heróis.


Em geral anônimos, mas heróis.

Sargento Alves e a PEC 300

Sargento Alves, policial militar há 18 anos, no dia 7 de abril de 2011 impediu que a tragédia em uma escola de Realengo, Rio de Janeiro, tomasse dimensões sem limites. Sua ação rápida e eficaz tirou de circulação um maníaco descontrolado, poupando muitas vidas de inocentes.

Capitão Assumção

O fatídico 7 de abril de 2011 será lembrado para sempre como o dia em que um maníaco tirou a vida de inocentes estudantes. Todo o ano a imprensa brasileira fará menção ao episódio que banhou de sangue uma escola do Rio de Janeiro.

Em virtude desse fato não posso deixar de mencionar que a tragédia poderia ter sido muito maior e por isso quero fazer referência a um policial militar, o sargento Márcio Alexandre Alves, do Batalhão de Policiamento Rodoviário. A imprensa escreve que ele “se transformou em herói”.

Ele sempre foi herói. Se ocorressem mil ações em que vidas estivessem na iminência de se esvaírem ele entregaria a dele para resgatá-las. E nesse dantesco 7 de abril coube a um famélico policial, garantidor da liberdade dos cariocas, essa atuação renomada de tirar de circulação um louco que tinha o objetivo de eliminar quantas crianças fosse possível.

Foi uma tragédia sem precedentes, que jamais será esquecida por nós brasileiros e por todo o mundo. Mas essa tormenta poderia ter sido muito maior. A ação desprendida do Sargento Alves, que já nasceu herói, ao neutralizar para sempre um atormentado mental, evitou que essa angústia fosse de dimensões muito maiores, talvez triplicadas. O que estava em jogo não era a sua vida mas a de indefesas crianças. Deus protegeu a vida do policial.

Dentro em breve, as pessoas esquecerão esse momento de dor. Agora, a cada ano, homenagens justas serão feitas aos infantes adormecidos. Sargento Alves será esquecido. Um bravo que já nasceu herói, como todos os profissionais da segurança pública que como ele lutam diariamente para sobreviver, dia após dia, diante da inércia do estado que os abandona ao léu, remunerando-os com um salário de fome.

E foi justamente pelas mãos do Sargento Alves, policial militar há 18 anos, da Corporação que tem um dos mais baixos salários do Brasil, que a dor dos brasileiros deixou de ser maior. Um policial que sonha e merece ter o piso salarial nacional (PEC 300) como uma realidade em sua vida. Ele faz jus e merece ser enaltecido pelo trabalho heróico que desenvolve. Como todos os demais.

Só os governos não querem ver a magnitude do trabalho desses heróis anônimos reconhecida. Uma senhora, Giudete de Vasconcelos, que tem três netas naquela escola, falou pessoalmente ao Sargento Alves: ‘Em uma hora dessas, temos que dar valor a esses profissionais. O meu neto poderia ter sido atingido, mas ele está bem em casa. Ele é um herói’.

Alves, envolvido pela dor das crianças assassinadas, desabafou: ‘tenho tristeza por essas crianças, tenho filhos, mas também tenho um sentimento de dever cumprido. A tristeza não vai sair fácil da nossa memória, mas cumpri a minha parte. Se eu tivesse chegado 5 minutos antes, talvez tivesse evitado muita coisa’.

O governador Sérgio Cabral, administrador de um dos mais ricos estados do Brasil, como sempre, se resumiu em dizer que o nosso Sargento Alves foi um herói. Ele sempre foi herói. Pelas suas ações, por esta do dia 7 e pela abnegada atitude em servir a um estado que deixa à míngua os seus valentes.

Falta ir além, governador. Policial sente fome. Tem família. Quer dignidade. Vá além das palavras. O piso salarial nacional dos bombeiros e policiais, a PEC 300, está travada na Câmara dos Deputados. Movimente-se para aprová-la. Saia da inércia, Sérgio Cabral. O nosso Sargento Alves, policial brasileiro, merece a PEC 300.

Supremo mantém piso salarial nacional para professores

Valor atual é de R$ 1.187,97 para 40 horas semanais.
Lei foi questionada por cinco estados, RS, SC, PR, MS e CE.

Débora Santos Do G1, em Brasília
O ministro do Supremo Joaquim Barbosa durante sessão nesta 
quarta (Foto: Carlos Humberto/SCO/STF) 
Ministro do STF Joaquim Barbosa durante sessão nesta quarta (Foto: Carlos Humberto/SCO/STF)

O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve nesta quarta-feira (6), por 8 votos a 1, a lei que criou o piso nacional de salário do professor, fixado em R$ 1.187,97 para este ano. A decisão considerou como piso a remuneração básica, sem acréscimos pagos de forma diversa pelos estados.

Promulgada em 17 de julho de 2008, a norma estabelece que nenhum professor da rede pública pode receber menos que o piso nacional para uma carga horária de até 40 horas semanais.

A lei do piso foi questionada por governadores de cinco estados – Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e Ceará. Entre os argumentos da ação estão os custos com a folha de pagamento, que podem ultrapassar o que é estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, e fim da autonomia dos estados e municípios.
O valor do piso foi calculado em função do reajuste do custo-aluno do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) deste ano.
Não me comove, não me sensibiliza nem um pouco argumentos de ordens orçamentárias. O que me sensibiliza é a questão da desigualdade intrínseca que está envolvida. Duvido que não haja um grande número de categorias de servidores, que não esta, que tenha rendimentos de pelo menos 10, 12, até 15 vezes mais que esse piso"
 
Ministro Joaquim Barbosa, do STF
O relator do caso, ministro Joaquim Barbosa, defendeu que o piso se refere ao salário básico, sem vantagens ou benefícios e disse que a lei não oferece risco à autonomia dos estados. Barbosa afirmou que os estados tiveram tempo para se adaptar à regra.

“Não me comove, não me sensibiliza nem um pouco argumentos de ordens orçamentárias. O que me sensibiliza é a questão da desigualdade intrínseca que está envolvida. Duvido que não haja um grande número de categorias de servidores, que não esta, que tenha rendimentos de pelo menos 10, 12, até 15 vezes mais que esse piso”, disse o ministro.

Também votaram a favor da manutenção do salário mínimo os ministros Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Ellen Gracie, Celso de Mello e Ayres Britto e Gilmar Mendes. Apenas o ministro Marco Aurélio Mello votou contra a manutenção do piso.

“Sou filho de professores. Vivi sempre nesse ambiente. E tenho acompanhado, desde então, essa jornada terrível que os professores da rede escolar enfrentam, sempre sendo marginalizados no processo de conquistas sociais”, disse Celso de Mello.
Por falta do quórum necessário, o Supremo deixou de analisar o artigo da lei que obrigava o professor a passar um terço da jornada de trabalho de 40 horas fora da sala de aula, em atividades de planejamento. No julgamento, alguns ministros defenderam que a regra fere a Constituição.
O plenário decidiu aguardar a manifestação dos ministros Cezar Peluso, que não participou da sessão, e da ministra Ellen Gracie, que precisou se ausentar antes do fim do julgamento. O ministro Dias Toffoli se declarou impedido.

Julgamento
Para o procurador do Estado de Santa Catarina, Ezequiel Pires, a lei abre precedente para que policiais militares, bombeiros e servidores de saúde tenham piso salarial nacional também.
Segundo advogado-geral da União, Luís Adams, a existência de regras nacionais não significa uma violação dos princípios federativos. O ministro disse ainda que a lei prevê complementação da União dos valores para o pagamento do piso para estados e municípios que necessitarem. Em 2009, 20 municípios pediram a complementação e, em 2010, foram 40 cidades, de acordo com Adams.
Votaram contra a lei que fixa o piso salarial os ministros Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello, que falou sobre a importância da valorização da educação brasileira, mas ponderou sobre os riscos dessa norma para a autonomia governamental e normativa dos estados.
“Diria mesmo que a educação ela se encontra sucateada. Mas não estamos aqui a atuar num campo da disciplina em si da matéria. Aprendi, desde cedo, que para as unidades da federação – e nisso está a essência do pacto federativo – se há de reconhecer a autonomia governamental e normativa”, disse o ministro.
O ministro Luiz Fux rebateu os argumentos do colega. “Como a lei é boa, não vamos aplicar”, afirmou o ministro que foi aplaudido pelos professores que assistiam à sessão.
A manifestação popular provocou reação do ministro Marco Aurélio. “Eu não estou aqui a ocupar cadeira para relações públicas, para receber aplausos ou vaias”. Ele sugeriu a suspensão do julgamento, proposta rejeitada pelos demais integrantes da Corte.

Mendonça Prado discute os interesses dos militares com representantes da ANASPRA



Nesta terça-feira (05), o deputado federal Mendonça Prado (DEM/SE), presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO) da Câmara dos Deputados, recebeu na sala de reuniões da Comissão, o vice-presidente da Associação Nacional de Praças – ANASPRA, Pedro Queiroz, bem como o subtenente e secretário executivo da ANASPRA, Luiz Gonzaga Ribeiro.
Na oportunidade, os representantes dos militares reiteraram o convite ao parlamentar para ser palestrante no 7º ENERP – Encontro Nacional de Entidades Representativas dos Praças. O evento acontecerá do dia 27 a 29 de abril na cidade de Porto Alegre – RS e tem por objetivo discutir a segurança pública do país e os interesses da categoria.
Mendonça Prado foi convidado para debater sobre o modelo das organizações policiais no Brasil e suas mudanças possíveis e necessárias. “Não há dúvidas da importância desse debate e consequentemente das mudanças que possam favorecer os policiais militares e, principalmente, beneficiar a sociedade brasileira”, afirmou o presidente da CSPCCO.
Além disso, foi discutida a retomada da votação da PEC 300, projeto que trata do piso nacional para policiais e bombeiros militares e inativos. A proposta foi aprovada em primeiro turno em julho de 2010 e resultou de um acordo entre o governo e as lideranças da categoria. Contudo, ainda precisa ser analisada mais uma vez em segundo turno pela Câmara antes de ser enviada ao Senado. Uma lei federal irá definir o valor do piso salarial, em forma de subsídio, e criará um fundo para ajudar os Estados, bem como o seu prazo de duração.
Ao longo do ano de 2010, Mendonça Prado discursou em plenário várias vezes em prol da inserção na pauta da Câmara, foi relator da PEC 300 na Comissão de Constituição e Justiça, membro titular da Comissão Especial que redigiu o texto, proferiu palestras e participou de várias caminhadas em diversos Estados brasileiros.

Por Izys Moreira

Assessoria de Imprensa

Oswaldo Trigueiro diz que governo cumpre à risca exoneração de servidores e admite punição para criadores da PEC 300



O procurador-geral de Justiça da Paraíba, Oswaldo Trigueiro Filho, em entrevista ao Conexão Arapuan, na noite desta segunda-feira (04), Trigueiro declarou que o governo Ricardo Coutinho (PSB) tem cumprido à risca o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) fechado com o Ministério Público no sentido de exonerar 50% dos prestadores de serviço.
“As pessoas fizeram uma confusão alegando que o governo estaria nomeando depois de exonerar, mas o que aconteceu é que o Estado fechou o contrato de todos os 31 mil prestadores de serviço e, após recadastramento, identificou que quase seis mil não trabalhavam de fato, restando cerca de 10,7 mil. Assim, o Estado passou a preencher essas vagas até chegar ao número permitido de 16 mil, conforme foi acordado ”, explicou Oswaldo, alegando que o próximo passo é cobrar a realização de concursos públicos.

Na entrevista, Trigueiro foi firme ainda ao admitir que o Ministério Público vai sim responsabilizar criminalmente os “criadores” da famosa “PEC 300” na Paraíba, sancionada em plena campanha eleitoral.

“Ela não tinha dotação orçamentária e criou uma expectativa nos policiais. Não vou aqui acusar ninguém, mas o Ministério Público vai sim, ao final dos estudos, responsabilizar os autores da ilegalidade”, declarou.

A “PEC 300” na Paraíba, conjunto de três leis concedendo reajuste para policiais civis, militares, corpo de Bombeiros e agentes penitenciários, foi aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionado pelo ex-governador José Maranhão em outubro passado. Ela foi considera ilegal pela Justiça.
 

A informação está no Blog de Luis Torres.



Redação Paraiba.com

Apenas 19 deputados atenderam ao apelo da PEC 300

Desde o início dos trabalhos legislativos na Câmara Federal até o fechamento dessa matéria, já foram registrados 20 requerimentos de inclusão na ordem do dia da PEC 300.

Capitão Assumção

Fruto de reivindicações dos bombeiros e policiais feitas junto aos deputados de seus estados através de e-mail ou telefone, solicitando aos parlamentares que protocolassem requerimentos a serem encaminhados ao Presidente da Câmara pedindo a inclusão do piso salarial nacional dos profissionais da segurança pública na pauta das propostas a serem votadas em sessões de votação no plenário da Câmara, 20 requerimentos já foram registrados.
Em dois meses de sessão legislativa a Câmara registrou apenas esse quantitativo de requerimentos de parlamentares preocupados com a conclusão desta matéria, que está encalacrada no Congresso por determinação do governo. Esse número corresponde a 52,7% de todos os requerimentos apresentados durante o ano de 2010 que naquele período totalizou 38 documentos apresentados. Mas ainda é baixo o registro de requerimentos de inclusão nesse ano.
Tendo em vista que todos os parlamentares estão recebendo, principalmente por e-mail, os apelos dos trabalhadores da segurança pública de todo o Brasil para que os nobres congressistas formulem esse requerimento, o número de pedidos registrados é irrisório quando comparamos o universo de 513 parlamentares. Apenas 3,7% dos deputados atenderam ao pedido dos nossos bombeiros e policiais para que protocolassem o requerimento de inclusão na ordem do dia da PEC 300.
Requereram até agora, junto ao plenário da Câmara, pedindo a imediata inclusão da PEC 300 na ordem do dia os seguintes parlamentares: Manato, Átila Lins, Arnaldo Faria de Sá, Andreia Zito, Romero Rodrigues, Nilda Gondim, Dr. Ubiali, Otoniel Lima, Roberto de Lucena, Aguinaldo Ribeiro, Fernando Francischini, Oziel Oliveira, Andre Moura, João Ananias, William Dib, Lindomar Garçon, Edivaldo Holanda Junior, Sandro Alex (2 requerimentos) e Hugo Motta.

PEC 300: Ricardo Setti dá a dica


PEC-300: como PMs e bombeiros de todo o país podem entrar em contato com os deputados que se comprometeram em ter 3.500 reais como base para o piso salarial

Os amigos desta coluna talvez se recordem de um post em que eu perguntava se vocês acreditavam em fio de bigode – o símbolo de confiança na época em que os cavalheiros não precisavam de papel assinado para cumprir compromissos.

Ali eu lembrava que o provável novo piso salarial de centenas de milhares de policiais militares e bombeiros de todo o país – 3.500 reais – estava dependendo de palavra empenhada, e não de documento escrito, para ser fixado, caso a Proposta de Emenda Constitucional nº 300, de 2008 – a chamada PEC-300 – fosse aprovada pelo Congresso.

Pois hoje vou praticamente repetir aquele post, explicando tudo de novo e dando os e-mails e os números de telefones de deputados que empenharam sua palavra na questão.

A PEC-300, que foi juntada a outras propostas e que se chama atualmente PEC nº 446, de 2009, lá no começo equiparava o piso salarial de PMs e bombeiros de todo o Brasil ao que embolsavam, na época, seus colegas do Distrito Federal: algo como 4.500 reais por mês.

Em julho do ano passado, diante da pressão dos governadores de Estado, assustados com o aumento de despesas decorrente da PEC, e do governo federal, que também teria que comparecer financiando um fundo destinado a implantar a medida, o piso mudou, deixou de ser claro e transparente como previa a PEC-300. Passou a depender de um acordo.

Como foi a emenda que mudou o piso

Em primeiro lugar, por acordo entre o líder do governo na época, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), e os líderes de 8 partidos da base de apoio do governo, a equiparação com o DF ficou fora da emenda.

Em segundo lugar, por meio de uma chamada “emenda aglutinava”, que funde em uma só diversas propostas e que os líderes apoiaram – e cujo fac-símile do documento mostrei no post anterior –, fixou-se que o salário de PMs e bombeiros “observará piso remuneratório definido em lei federal”, cujo projeto deveria ser enviado pelo Executivo (o então presidente Lula) ao Congresso em 180 dias.

Ou seja, o piso igual ao do DF não mais existia (e de fato não mais existe), e o valor do piso foi jogado para uma futura lei do Congresso.

Ocorre, porém – recordou para a coluna o líder do PTB, deputado Arnaldo Faria de Sá (SP), autor da PEC original – que, na mesma reunião em que se concordou com a “emenda aglutinativa”, os líderes se comprometeram a tomar como base para o piso, na futura lei, o valor de 3.500 reais.

Só que isso não constou do documento que formalizou a “emenda aglutinativa”, assinada pelos 9 líderes e aprovada pela Câmara em primeiro turno de votação, por 349 votos a zero.

Por que o segundo turno não foi votado

O segundo turno de votação na Câmara acabou não ocorrendo devido, sobretudo, ao esvaziamento do Congresso provocado pela campanha eleitoral. E, a partir de outubro, observa o deputado Faria de Sá, principalmente pela pressão dos governadores recém-eleitos, preocupados com o caixa dos Estados que iriam assumir.

O governo federal, já no final do lulalato, fez a sua parte, com o então ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, dizendo que a concretização da emenda custaria 40 bilhões de reais aos cofres públicos.

“Aquilo foi um chute total”, desdenha o deputado Faria de Sá, que se diz indignado com a atual situação de PMs e bombeiros: “O piso no Rio de Janeiro mal passa dos 1.000 reais. Com todo o respeito a todos os tipos de profissionais, mas um PM no Rio ganha 30 e poucos reais por dia, menos do que uma faxineira!”

Desde a aprovação da emenda em primeiro turno, a Presidência da Câmara tem recebido dezenas de requerimentos solicitando que a matéria seja colocada na Ordem do Dia para votação em segundo turno, como esta coluna vem registrando.

Para que qualquer projeto entre na Ordem do Dia, é preciso a aprovação do Colégio de Líderes, que se reúne toda quarta-feira, sob a presidência do presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS).

Como entrar em contato com os deputados que se comprometeram com os 3.500 reais

Para quem quiser dirigir-se diretamente a eles, eis os endereços de e-mail e os números de telefone dos gabinetes dos 9 líderes que se comprometeram a levar em conta o valor de 3.500 reais na hora de fixar o piso. No caso dos telefones, é preciso sempre discar, antes dos números fornecidos, o “0” do DDD e o número da operadora:


 Seguem também o email e o telefone do presidente da Câmara, a quem, em última instância, caberá colocar a PEC-300 em votação:

















Tiririca e a Frente Parlamentar em Defesa da PEC 300

Capitão Assumção

A votação expressiva do palhaço Tiririca, que obteve mais de 1,35 milhão de votos, trouxe outros três parlamentares com base na regra do quociente eleitoral, que nesse pleito paulista ficou em torno de 300 mil votos. Além de Tiririca ter sido eleito sem contar com ajuda de ninguém, essa regra trouxe mais três deputados da sua coligação: Otoniel Lima, do PRB, Vanderlei Siraque, do PT, e Protógenes Queiroz, do PCdoB.

Desses novos parlamentares, Otoniel Lima, que é Cabo do Exército na Reserva, vereador por dois mandatos e eleito deputado estadual em 2006, além de comprar a briga da PEC 300, foi mais adiante. Posicionou-se como presidente e foi um dos criadores da Frente Parlamentar em Defesa da PEC 300.

A Frente Parlamentar já começa vistosa haja vista que, de um mínimo de 198 assinaturas para emplacar uma frente parlamentar na Câmara Federal, a da PEC 300 já ultrapassou 200 assinaturas. É mais uma ferramenta a ser utilizada em favor dos propósitos de se valorizar os profissionais que dedicam as suas vidas em defesa da liberdade dos brasileiros. Viva o Deputado Tiririca.

PEC 300 é a proposição mais consultada


Capitão Assumção

Das quatro primeiras proposições mais consultadas no Portal da Câmara dos Deputados, a Proposta de Emenda Constitucional nº 300/2008 (piso salarial nacional para bombeiros e policiais) está em primeiro lugar.

Na página de pesquisa do Portal da Câmara dos Deputados, a PEC que ficou conhecida como a PEC da dignidade está no topo do rol das consultas mais realizadas até agora. Curiosamente, a sua variante, a PEC 446/2009, que por manobra e intervenção do governo, foi astutamente acoplada à PEC 300, num registro evidente de quebra do Regimento Interno da Câmara, está em quarto lugar.

O Plano de Carreira dos Servidores do Poder Judiciário da União (PL 6613/2009) encontra-se em segundo lugar, seguido de perto do Estatuto do Servidores do Judiciários (PEC 190/2007). Das matérias mais consultadas, verificamos que as proposições que tratam de direitos e garantias de trabalhadores a serem salvaguardados na Constituição Federal estão entre as mais vislumbradas.

Não resta a menor dúvida de que há uma necessidade urgente de revisão da Carta Magna para que o debate atualizado aconteça entre a sociedade brasileira. Fatalmente isso diminuiria em muito a resistência que o governo tem em discutir temas que afligem a sociedade brasileira tais como a segurança pública. Problemática que coloca o Brasil na vitrine internacional entre os primeiros a neglicengiarem a proteção social e o desamparo ao trabalhador da segurança pública.