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RJ: bombeiros recebem conteúdo de denúncias na Auditoria Militar

Bombeiros pediam reajuste salarial, anistia geral (criminal e administrativa) e a votação da PEC 300. Foto: Luiz Gomes/Futura Press Bombeiros pedem reajuste salarial e anistia geral
Foto: Luiz Gomes/Futura Press
Os 429 bombeiros que participaram da invasão ao quartel central da corporação no dia 3 de junho se apresentaram nesta quarta-feira à Auditoria Militar para receber a citação das denúncias da ação penal proposta pelo Ministério Público Estadual (MPE). Os dois policiais militares acusados de não impedirem os atos de vandalismo também foram citados.


Confira quanto ganham os bombeiros em cada Estado do País

Segundo o defensor público Luís Felipe Drummond, os interrogatórios dos acusados foram distribuídos em três datas, seguindo determinação do MPE, que desmembrou a denúncia em três grupos. Assim, os líderes do movimento serão ouvidos no dia 8 de julho, os dois policiais militares, no dia 11, e os demais 415 bombeiros serão interrogados por ordem alfabética, entre 5 e 18 de agosto.
"A defesa está começando a ser feita a partir de hoje, porque só hoje fomos intimados da denúncia. Então a Defensoria Pública começa a trabalhar no mérito da causa, antes havíamos trabalhado com a parte processual. A Defensoria vai tratar de provar que não houve a execução de nenhum desses três crimes: motim, impedimento ao socorro, dano a viatura e ao patrimônio", disse.
Todos os acusados serão ouvidos pelo Conselho Permanente de Justiça do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro. Em cada interrogatório, serão marcadas as datas das audiências de acusação e defesa, com a presença de testemunhas de ambos os lados.
O cabo Benevenuto Daciolo, um dos líderes do movimento, agradeceu a solidariedade da população e disse que busca o diálogo para resolver a reivindicação salarial dos bombeiros. "Nós estamos buscando dignidade, nós queremos o término da gratificação, o piso salarial líquido de R$ 2 mil e o direito ao vale transporte. Nós queremos sentar com o governo do Estado do Rio de Janeiro para solucionar o problema", disse.
Os deputados estaduais voltaram a se reunir hoje com objetivo de ajudar na negociação dos bombeiros com o governo. Na terça-feira, a votação do projeto de lei que antecipa o aumento salarial para os bombeiros saiu da pauta. O projeto recebeu 32 emendas, que deverão ser apreciadas por diversas comissões.

Bombeiros na cadeia

Cerca de 2 mil bombeiros que protestavam por melhores salários invadiram o quartel do Comando-Geral da corporação, na praça da República, em 3 de junho. Os manifestantes chegaram a usar mulheres como escudo humano para impedir a entrada da cavalaria da Polícia Militar no local. No entanto, o Batalhão de Choque da PM (Bope) invadiu o quartel por volta das 6h do dia seguinte e prendeu 429 bombeiros e dois PMs.
Após os manifestantes acamparem em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), foi concedido habeas-corpus aos detidos e os bombeiros começaram a ser libertados na noite de 10 de junho. No dia 13, a Justiça aceitou denúncia do Ministério Público e tornou réus os 431 militares por motim, dano em material ou aparelhamento de guerra, dano em aparelhos e instalações de aviação e navais e em estabelecimentos militares.
A situação vinha se tornando mais tensa desde maio, quando uma greve de guarda-vidas, que durou 17 dias, levou cinco militares à prisão. A paralisação acabou sendo encerrada por determinação da Justiça. Segundo eles, os profissionais recebem cerca de R$ 950 por mês.

Fonte: http://www.terra.com.br/portal/

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