Wilson Dias/ABR
Ministra ideli Salvatti afirma que não há condições de atender todos os
Ministra ideli Salvatti afirma que não há condições de atender todos osO líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (RN), considerou "positiva e propositiva" a reunião de ontem do partido com a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Foi o primeiro encontro de Ideli Salvatti com as lideranças do PMDB no Congresso Nacional depois que ela assumiu o cargo no ministério. O encontro reuniu também os senadores Romero Jucá (RR), líder do governo no Senado; Valdir Raupp (RO), presidente do PMDB e Renan Calheiros (AL), líder do partido no Senado.
pleitos dos aliados.Segundo o deputado Henrique Alves, o PMDB discutiu com a ministra, principalmente, a pauta de votações no Congresso Nacional nas próximas semanas, antes do recesso parlamentar de julho. Em nome da bancada do partido na Câmara dos Deputados, Henrique Alves defendeu a regulamentação da Emenda 29 que redistribui os recursos do SUS entre a União, Estados e Municípios. "É um compromisso do partido e a nossa bancada está unida em torno dessa proposta", disse o líder ao deixar a reunião.
Outra Proposta de Emenda à Constituição, que poderá ser votada nas próximas semanas, é a PEC 300 que equipara os salários dos militares, em todo o Brasil, com os da PM e Bombeiros Militares do Distrito Federal. A diferença deverá ser compensada pela União. Os governadores vão ser ouvidos, antes da votação, por sugestão do líder do PMDB na Câmara.
O partido também discutiu com a ministra modificações para o trâmite de Medidas Provisórias, sendo 120 dias na Câmara, 70 no Senado e, em caso de retorno à Câmara, mais 40 dias. Atualmente são 120 dias de tramitação das MPs nas duas casas do Congresso Nacional.
Outro assunto discutido com Ideli Salvatti foi a prorrogação, por mais 90 dias, dos restos a pagar do governo federal. São convênios já assinados com as prefeituras, ainda dos orçamentos passados, cujos recursos não foram pagos. A liberação das emendas parlamentares contingenciadas pelo governo, também fez parte da reunião com a ministra.
Os líderes do PMDB na Câmara e Senado também conversaram sobre a Medida Provisória que diferencia o regime de contratação de obras para a Copa de 2014. "Não se trata de sigilo de valores. O TCU vai acompanhar e fiscalizar tudo. Estamos evitando o 'combinemos', entre as construtoras durante as licitações", disse Henrique Alves.
Henrique Alves ainda cobrou da ministra das Relações Institucionais uma posição do governo sobre a votação da lei do Super-simples. A proposta, pronta para ser votada, vai ampliar o teto do faturamento das empresas que desejam aderir ao sistema simplificado de cobrança de impostos.
Ideli reconhece que haverá frustração na base aliada
A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, afirmou ontem que haverá frustração dos partidos da base aliada nas nomeações pedidas pelos partidos para os cargos de segundo e terceiro escalões. As declarações foram antes de ela receber os líderes do PMDB, maior partido no Senado e segundo na Câmara, que estão cobrando 48 cargos, liberação de emendas parlamentares e maior participação nas decisões do governo.
O PMDB levou à coordenadora política de Dilma Rousseff a preocupação quanto à escolha do líder do Governo no Senado. A bancada da Câmara indicou o deputado Mendes Ribeiro Filho (RS); o Senado encaminhou o nome do senador Eduardo Braga (AM). Dilma Rousseff deu mostras de que escolheria Braga. As duas alas chegaram a ter um breve desentendimento, porque a Câmara se sentiu desprestigiada. Depois, voltaram a se unir, porque sabem que, coesas, têm mais condição de lutar por seus pleitos.
Ideli esclareceu que nesta semana o líder não deverá ser escolhido. Mas o PMDB da Câmara começa a se conformar com a possibilidade de perder o cargo no Congresso. Eduardo Braga hoje pertence a um grupo chamado "independente", com oito integrantes. A escolha dele carrearia para o governo os votos de Luiz Henrique (SC), Casildo Maldaner (SC), Pedro Simon (RS) e Ricardo Ferraço (ES). A presidenta já comentou com senadores que não pode abrir mão destes votos. A bancada na Câmara será ser contemplada com algum outro cargo para compensar a perda do líder. Antes do encontro, Ideli disse que o governo não teria como atender todos os pedidos. "Não tem como trocar tudo (todos os cargos), pois este é um governo de continuidade e não de rompimento", destacou.
Outra Proposta de Emenda à Constituição, que poderá ser votada nas próximas semanas, é a PEC 300 que equipara os salários dos militares, em todo o Brasil, com os da PM e Bombeiros Militares do Distrito Federal. A diferença deverá ser compensada pela União. Os governadores vão ser ouvidos, antes da votação, por sugestão do líder do PMDB na Câmara.
O partido também discutiu com a ministra modificações para o trâmite de Medidas Provisórias, sendo 120 dias na Câmara, 70 no Senado e, em caso de retorno à Câmara, mais 40 dias. Atualmente são 120 dias de tramitação das MPs nas duas casas do Congresso Nacional.
Outro assunto discutido com Ideli Salvatti foi a prorrogação, por mais 90 dias, dos restos a pagar do governo federal. São convênios já assinados com as prefeituras, ainda dos orçamentos passados, cujos recursos não foram pagos. A liberação das emendas parlamentares contingenciadas pelo governo, também fez parte da reunião com a ministra.
Os líderes do PMDB na Câmara e Senado também conversaram sobre a Medida Provisória que diferencia o regime de contratação de obras para a Copa de 2014. "Não se trata de sigilo de valores. O TCU vai acompanhar e fiscalizar tudo. Estamos evitando o 'combinemos', entre as construtoras durante as licitações", disse Henrique Alves.
Henrique Alves ainda cobrou da ministra das Relações Institucionais uma posição do governo sobre a votação da lei do Super-simples. A proposta, pronta para ser votada, vai ampliar o teto do faturamento das empresas que desejam aderir ao sistema simplificado de cobrança de impostos.
Ideli reconhece que haverá frustração na base aliada
A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, afirmou ontem que haverá frustração dos partidos da base aliada nas nomeações pedidas pelos partidos para os cargos de segundo e terceiro escalões. As declarações foram antes de ela receber os líderes do PMDB, maior partido no Senado e segundo na Câmara, que estão cobrando 48 cargos, liberação de emendas parlamentares e maior participação nas decisões do governo.
O PMDB levou à coordenadora política de Dilma Rousseff a preocupação quanto à escolha do líder do Governo no Senado. A bancada da Câmara indicou o deputado Mendes Ribeiro Filho (RS); o Senado encaminhou o nome do senador Eduardo Braga (AM). Dilma Rousseff deu mostras de que escolheria Braga. As duas alas chegaram a ter um breve desentendimento, porque a Câmara se sentiu desprestigiada. Depois, voltaram a se unir, porque sabem que, coesas, têm mais condição de lutar por seus pleitos.
Ideli esclareceu que nesta semana o líder não deverá ser escolhido. Mas o PMDB da Câmara começa a se conformar com a possibilidade de perder o cargo no Congresso. Eduardo Braga hoje pertence a um grupo chamado "independente", com oito integrantes. A escolha dele carrearia para o governo os votos de Luiz Henrique (SC), Casildo Maldaner (SC), Pedro Simon (RS) e Ricardo Ferraço (ES). A presidenta já comentou com senadores que não pode abrir mão destes votos. A bancada na Câmara será ser contemplada com algum outro cargo para compensar a perda do líder. Antes do encontro, Ideli disse que o governo não teria como atender todos os pedidos. "Não tem como trocar tudo (todos os cargos), pois este é um governo de continuidade e não de rompimento", destacou.
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