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Em campanha salarial, os manifestantes querem ficar no local até serem recebidos pelo governador
Rio de Janeiro. Os bombeiros do Rio de Janeiro, em campanha salarial desde abril, voltaram a acampar, ontem, em frente à escadaria da Assembleia Legislativa (Alerj). Os manifestantes, que tinham deixado o local após a libertação dos 431 militares detidos na ocupação do Quartel Central, no último dia 3, informaram que vão permanecer até que sejam recebidos pelo governo do Estado.
Segundo o porta-voz do movimento, cabo Benevenuto Daciolo, a medida foi tomada porque os líderes do grupo ainda não foram ouvidos pelo governador Sérgio Cabral (PMDB) e pelo comandante da corporação, coronel Sérgio Simões. "O estágio das negociações é o mesmo de dois meses atrás", disse Daciolo.
A principal reivindicação do grupo é a anistia criminal e administrativa dos 429 bombeiros e dois policiais militares detidos, além da elevação do piso salarial de R$ 950,00 para R$ 2 mil. O governo do Estado ofereceu reajuste de 5,58%, mais gratificação de R$ 350,00. A proposta, no entanto, foi rejeitada pelos manifestantes.
Os bombeiros começaram, ontem, a colher nomes para um abaixo-assinado pedindo a anistia dos militares, denunciados pelo Ministério Público (MP-RJ) pelos crimes de motim, danos ao patrimônio e impedimento de socorro. Os manifestantes pretendem transformar o documento em um projeto de lei de iniciativa popular, e para isso esperam colher cerca de 600 mil assinaturas.
Um nova passeata deve ser realizada no próximo domingo, no Aterro do Flamengo. A possibilidade de novas invasões ao quartel central foi afastada pelos movimento.
No dia 3 de junho, cerca de 2.000 bombeiros que protestavam por melhores salários invadiram o quartel do Comando Geral dos Bombeiros, na Praça da República. A Polícia Militar invadiu o local e prendeu 439 bombeiros.
Rio de Janeiro. Os bombeiros do Rio de Janeiro, em campanha salarial desde abril, voltaram a acampar, ontem, em frente à escadaria da Assembleia Legislativa (Alerj). Os manifestantes, que tinham deixado o local após a libertação dos 431 militares detidos na ocupação do Quartel Central, no último dia 3, informaram que vão permanecer até que sejam recebidos pelo governo do Estado.
Segundo o porta-voz do movimento, cabo Benevenuto Daciolo, a medida foi tomada porque os líderes do grupo ainda não foram ouvidos pelo governador Sérgio Cabral (PMDB) e pelo comandante da corporação, coronel Sérgio Simões. "O estágio das negociações é o mesmo de dois meses atrás", disse Daciolo.
A principal reivindicação do grupo é a anistia criminal e administrativa dos 429 bombeiros e dois policiais militares detidos, além da elevação do piso salarial de R$ 950,00 para R$ 2 mil. O governo do Estado ofereceu reajuste de 5,58%, mais gratificação de R$ 350,00. A proposta, no entanto, foi rejeitada pelos manifestantes.
Os bombeiros começaram, ontem, a colher nomes para um abaixo-assinado pedindo a anistia dos militares, denunciados pelo Ministério Público (MP-RJ) pelos crimes de motim, danos ao patrimônio e impedimento de socorro. Os manifestantes pretendem transformar o documento em um projeto de lei de iniciativa popular, e para isso esperam colher cerca de 600 mil assinaturas.
Um nova passeata deve ser realizada no próximo domingo, no Aterro do Flamengo. A possibilidade de novas invasões ao quartel central foi afastada pelos movimento.
No dia 3 de junho, cerca de 2.000 bombeiros que protestavam por melhores salários invadiram o quartel do Comando Geral dos Bombeiros, na Praça da República. A Polícia Militar invadiu o local e prendeu 439 bombeiros.
fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=998481

Por que o ato dos bombeiros cria um precedente perigoso
ResponderExcluirOs bombeiros assim como qualquer categoria têm o direito de pedir melhoria salarial, ocorre que por servirem junto com a PM, sob regime militar, lhes é vetado o direto à greve. Nos últimos dias o que tenho visto no Rio é um circo. Uma categoria que vem sendo “doutrinada” por políticos faz meses, chega ao ponto de rasgar sua lei militar, invadir um quartel, ocupar e inutilizar viaturas.
Ora, isso é inadmissível em um estado de direito. Imaginemos se médicos decidem fazer greve, invadir hospitais, furar pneu das ambulâncias e trancar as portas; E se um dia policiais em greve ocuparem os presídios e ameaçarem soltar os presos? Não obstante, teríamos ainda a possibilidade de Soldados do exército em greve, colocarem tanques para obstruir vias. Pergunto: Onde a sociedade vai parar? É esse o precedente que a sociedade deseja abrir com os bombeiros?
Para que não corramos esse risco há uma legislação militar que rege as FFA, Bombeiros e a PM. Independente de qualquer pleito salarial, ela tem de ser respeitada. No momento em que a sociedade permitir que essa lei seja ignorada, estará pondo em risco sua própria ordem.