Eles ocupam as escadarias em protesto contra prisão de 439 colegas.
Mais cedo, Defensoria Pública pediu relaxamento de prisão de todos eles.
Bombeiros continuam a protestar na porta da Alerj na noite desta terça-feira (7) (Foto: Patrícia Kappen/G1)Centenas de bombeiros continuam ocupando as escadarias da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) na noite desta terça-feira (7) em protesto contra a prisão dos 439 colegas de farda presos. O grupo foi preso após invadir o Quartel Central da Corporação durante um protesto por aumento de salário e melhores condições de trabalho.
Nas portas da Alerj, os manifestantes têm a companhia de parentes e amigos dos bombeiros presos, que seguem reivindicando melhores salários e condições de trabalho para os agentes.
Por volta das 21h, o presidente da Alerj, deputado Paulo Melo (PMDB), deixou o Quartel Central do Corpo de Bombeiros, no Centro do Rio, onde participou de reunião com o comandante dos bombeiros, coronel Sérgio Simões, o secretário estadual de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes, e sete representantes dos bombeiros. "O diálogo está restabelecido, o que eu acho fundamental porque a gente encontra uma saída", disse Paulo Melo ao sair, sem revelar, no entanto, o teor da conversa.
Ainda segundo o presidente da Alerj, a reunião continua entre o comandante Sérgio Simões e os representantes do bombeiros.
Pedido de liberdade provisória
No início da noite, a Defensoria Pública do estado do Rio de Janeiro entrou com pedido de relaxamento de prisão e liberdade provisória para os 439 bombeiros presos. Segundo a assessoria de comunicação da Defensoria, o pedido foi entregue à Auditoria Militar.
"O pedido de relaxamento de prisão foi feito porque, até o momento, a Defensoria não recebeu o Auto de Prisão em Flagrante dos militares, o que tornaria a prisão ilegal. Para os Defensores, a demora na comunicação não se justifica nem mesmo com o número elevado de detidos", explicou, em nota, a Defensoria Pública.
Já no pedido de Liberdade Provisória, ainda segundo a assessoria da Defensoria, "é afirmada a desnecessidade da prisão dos Bombeiros, uma vez que num Estado Democrático de Direito a regra é que o réu responda ao processo em liberdade, só podendo ser preso após a condenação transitada em julgado".
"Além disso, a prisão provisória é uma medida excepcional, não podendo ser aplicada como forma de punição antecipada", diz a nota, acrescentando que os defensores públicos "entendem que os bombeiros exercem atividade lícita e estável como servidores públicos".
No último domingo (5), a juíza Maria Izabel Pena Pieranti negou o habeas corpus a um bombeiro preso. A informação foi confirmada na tarde desta terça pelo Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), após divulgação da decisão no site do governo do estado.
No último domingo (5), a juíza Maria Izabel Pena Pieranti negou o habeas corpus a um bombeiro preso. A informação foi confirmada na tarde desta terça pelo Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), após divulgação da decisão no site do governo do estado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário