A Polícia Civil já identificou um dos suspeitos e tem pistas que levam aos dois criminosos que participaram do assalto
O policial que foi assassinado nesta terça-feira (22) na Ladeira do Guarani, no bairro da Liberdade, terá seu corpo sepultado às 11h desta quarta-feira (23) no cemitério Bosque da Paz, na Estrada Velha do Aeroporto, em Salvador.

Revoltados com a morte de colega, PMs iniciaram ontem a caça aos assaltantes
O crime - com informações do repórter Bruno MenezesOntem era para ser um dia de festa na casa do policial militar João da Silva Rodrigues, de 44 anos. Um dos filhos do soldado completou 12 anos e ganharia uma festa na noite de ontem. No entanto, a comemoração foi interrompida com os dois tiros que atingiram o PM durante um assalto na Ladeira do Bairro Guarani, na Liberdade.
A Polícia Civil já identificou um dos suspeitos e tem pistas que levam aos dois criminosos que participaram do assalto, mas até a noite de ontem eles ainda não haviam sido presos. Duas testemunhas foram ouvidas oficialmente e moradores do local repassaram informações para os investigadores.
O crime aconteceu por volta das 13h20, quando o PM parou seu carro, o Prisma preto LPI-2597, em frente a uma casa na Ladeira do Guarani, onde pegaria o bolo de aniversário do filho. “A moça, que era conhecida do policial, fez o bolo da festinha. Ele parou o carro e estava esperando ela sair quando foi abordado”, disse um morador sem se identificar.
Os dois bandidos que praticaram o crime chegaram a pé e renderam o PM, que foi obrigado a sair do veículo e foi imobilizado por um dos criminosos. “Ali mesmo, naquele bolo, ele já levou o primeiro tiro”, completou a testemunhas. A bala atingiu o queixo de João e ficou alojada na cabeça. Antes de fugirem no carro do policial com todos os documentos da vítima, João ainda foi atingido por um segundo disparo.
Arma O PM foi socorrido por colegas de farda para o Hospital Geral Ernesto Simões Filho, no Pau Miúdo, onde já chegou morto. Testemunhas afirmam que o policial reagiu, mas o titular da 2ª Delegacia, na Lapinha, delegado Miguel Cicerelli, garante que o policial foi assassinado porque os bandidos perceberam que João estava armado.
“Eles chegaram deram a voz de assalto e depois, vendo o volume na cintura, pediram a arma. Ao identificarem que ela era policial, dispararam e fugiram no carro da vítima”, explicou o delegado, que garantiu que os criminosos estarão identificados e com mandados de prisão expedidos em no máximo 15 dias.
João era policial militar há 17 anos e trabalhava lotado na 17ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) no Uruguai. O carro do PM e os documentos pessoais de João, roubados pelos criminosos, não foram encontrados.
No local do crime, a polícia, com a ajuda de moradores, conseguiu recuperar um revólver Rossi feito de aço cromado, calibre 38, que seria de propriedade do policial. O delegado Cicerelli, não permitiu que a arma fosse fotografada.
A assessoria de imprensa do Hospital Ernesto Simões informou que o policial chegou à unidade sem vida, com apenas R$ 27 no bolso e uma pistola na cintura. Colegas de trabalho de João constataram que ele possuía duas armas — o revólver cromado e uma pistola —, mas a pistola não foi apresentada na delegacia.
No local do crime, a polícia, com a ajuda de moradores, conseguiu recuperar um revólver Rossi feito de aço cromado, calibre 38, que seria de propriedade do policial. O delegado Cicerelli, não permitiu que a arma fosse fotografada.
A assessoria de imprensa do Hospital Ernesto Simões informou que o policial chegou à unidade sem vida, com apenas R$ 27 no bolso e uma pistola na cintura. Colegas de trabalho de João constataram que ele possuía duas armas — o revólver cromado e uma pistola —, mas a pistola não foi apresentada na delegacia.
OPERAÇÃO A polícia agora conta com a ajuda das testemunhas para identificar o segundo criminoso que participou da ação. “Temos mais de 500 policiais e mais de 100 viaturas rodando Salvador em busca desses marginais. Mexeram com a polícia e agora temos que responder. Já sabemos quem efetuou os disparos que mataram o policial. Agora, falta saber quem é o comparsa”, diz o delegado, sem revelar a identidade do suspeito.
Cicerelli lamentou ainda o fato de mais um policial baiano ter sido assassinado por criminosos. “Na semana passada nós já perdemos um policial civil, assassinado na Ilha de |Itaparica. Agora, o soldado João, assassinado, pelo visto, pelo mesmo motivo: era um agente da segurança pública. Isso entristece as corporações e nos faz pensar sobre as dificuldades da profissão. A polícia baiana está triste com essa perda”, promete o delegado, lembrando o policial Wilson Magalhães da Silva, morto na madrugada de sexta-feira.
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